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NOVA VACINA promete auxiliar no combate ao câncer de colo de útero

24/02/2012

VacineO Papiloma vírus humano, chamado de HPV, é conhecido e temido entre as mulheres devido à associação entre a infecção pelo vírus e o aumento do risco de desenvolvimento do câncer de colo uterino. Mas, se você sabe que tem o vírus, não se desespere: existem mais de 100 tipos diferentes de vírus, alguns ligados ao desenvolvimento do câncer (tipos 16, 18, 33 e 35, por exemplo), outros ligados ao desenvolvimento de lesões popularmente conhecidas como “crista de galo”, condilomas ou verrugas genitais (tipos 6 e 11, por exemplo).

É adquirido através da relação sexual sem camisinha e poderá se manifestar imediatamente após a infecção ou após grandes intervalos que poderão chegar a mais de dez anos entre o episódio de aquisição do vírus até seu diagnóstico (período de latência). Outras mulheres serão portadoras do vírus sem nunca desenvolverem doença detectável. Desta forma, o curso da infecção é imprevisível e a melhor forma de se evitar complicações é evitar o contágio através do sexo com proteção (camisinha feminina ou masculina) ou através da detecção precoce de lesões com a realização do exame preventivo (citopatológico de colo uterino). Se o resultado for sugestivo de infecção pelo HPV, testes moleculares para a classificação do vírus como sendo de alto ou baixo grau (relação com maior ou menor probabilidade de câncer) também poderão ser solicitados pelo ginecologista, porém ainda são exames caros e muito específicos. Não se pode esquecer que o parceiro também deverá ser adequadamente avaliado por um urologista, já que o homem é o transmissor do vírus mesmo sem lesões visíveis.

Recentemente, o FDA (Food and Drugs Administration), o órgão americano responsável pela regularização de medicamentos, liberou para uso a vacina desenvolvida para a prevenção da infecção pelo HPV e de suas complicações. Sua composição tem o poder de inibir a infecção de quatro tipos importantes do HPV: o 6 e 11 (responsáveis por 90% das verrugas genitais) e o 16 e 18 (responsáveis pelo desenvolvimento de mais de 70% dos casos de câncer de colo uterino). Está indicada para mulheres entre 9 e 26 anos de idade, antes de serem infectadas pelo vírus. Como pode ser difícil esta determinação, recomenda-se sua aplicação antes do início da vida sexual ativa. Deverá ser administrada em 3 doses com injeções intramusculares em um período de 6 meses.  Durante os 3 anos de estudo da vacina, nenhum efeito adverso sério foi registrado, apenas pequenos parefeitos semelhante a outras vacinas, e ela mostrou 100% de eficácia para prevenção de lesões precursoras do câncer de colo de útero.

A vacina também tem eficácia comprovada para os meninos, podendo reduzir casos de câncer de pênis e cabeça/pescoço.

No Brasil, o Ministério da Saúde está avaliando se a disponibilização da nova vacina pelo SUS poderia auxiliar no combate a mais este problema de saúde pública.  Porém, enquanto este impasse não é decidido, as interessadas poderão procurar as centrais de vacina de sua cidade e solicitar a vacina quadrivalente para o HPV. O grande fator limitante é o alto custo, mas algumas clínicas estabeleceram facilidades para a aquisição deste produto devido a sua grande importância. Quem tiver condições, vale a pena conferir!

 

Dra Patrícia Oliveira (CRM 12603)
drapatricia@globo.com
 www.drapatriciaoliveira.com.br 

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