Por que o peso varia tanto na balança? Entenda o que não é gordura

A balança nem sempre conta toda a história.

Muitas mulheres se sentem frustradas ao perceber variações rápidas no peso corporal, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada.No entanto, é importante entender que essas oscilações raramente representam ganho ou perda real de gordura.

 

O corpo humano possui mecanismos eficientes de regulação energética. De forma geral, mudanças significativas de gordura acontecem de maneira gradual, ao longo do tempo — e não de um dia para o outro.

 

O papel da retenção de líquidos

 

Grande parte das variações rápidas na balança estão relacionadas à água corporal. Alterações hormonais, especialmente no período pré-menstrual, consumo maior de sal ou álcool, viagens longas, estresse e exercícios intensos podem aumentar a retenção de líquidos, refletindo em um peso temporariamente maior.

 

Da mesma forma, mudanças bruscas na alimentação podem levar à eliminação rápida de líquidos, dando a falsa impressão de emagrecimento acelerado.

Carboidratos não são vilões

 

Os carboidratos são armazenados no corpo na forma de glicogênio, que se liga à água. Quando o consumo de carboidratos é reduzido de forma abrupta, o corpo elimina esse glicogênio junto com a água, o que pode resultar em uma queda rápida no peso.

 

Ao reintroduzir os carboidratos, ocorre o processo inverso: o peso pode subir rapidamente, sem que isso signifique ganho de gordura. Esse fenômeno muitas vezes gera medo injustificado dos carboidratos e leva a restrições desnecessárias.

 

Por que entender isso faz diferença?

 

Interpretar corretamente as oscilações da balança ajuda a evitar frustração, culpa e abandono de hábitos saudáveis. Para as mulheres, especialmente, é fundamental considerar o impacto hormonal e emocional nesse processo.

 

Mais importante do que o número na balança é a constância, o equilíbrio e uma relação mais gentil com o próprio corpo.

 

Referência científica:
Kreitzman, S. Glycogen storage: illusions of easy weight loss, excessive weight regain and distortions in estimates of body composition. American Journal of Clinical Nutrition, 1992.